Quais os setores que lideram buscas na Black Friday 2025

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A Black Friday 2025 se desenha como a mais estratégica da década. O consumidor está mais analítico, com jornadas longas de pesquisa e decisões influenciadas por conteúdo, não apenas por descontos. 

Alguns levantamentos recentes apontam que as intenções de busca na Black Friday 2025 estão mais diversificadas e maduras: há crescimento em setores historicamente periféricos, como automotivo e moda masculina, e uma consolidação da presença digital de categorias tradicionais, como tecnologia e beleza.

Mais do que revelar o que o público quer comprar, esses dados indicam como o consumidor está pensando, comparando e atribuindo valor e, para nós, profissionais de marketing, essa é a informação mais valiosa da temporada.

1. Automotivo: o novo protagonista das buscas

O setor automotivo surpreende em 2025 ao assumir a liderança em crescimento de buscas para a Black Friday, com aumento de +66% em relação ao ano anterior. É um movimento que marca uma transição de comportamento: o carro deixa de ser uma compra totalmente offline e passa a integrar um ecossistema digital cada vez mais interativo.

As buscas são impulsionadas por fatores estruturais: novas linhas de financiamento, incentivos fiscais para elétricos e híbridos, e o amadurecimento do live commerce automotivo, que permite test drives virtuais, tours 360º e interação direta com concessionárias via streaming. 

A audiência de “alto interesse” está crescendo não apenas por intenção de compra imediata, mas por comparação e planejamento.

Esse salto representa uma oportunidade inédita para o marketing. As marcas automotivas que antes investiam apenas em awareness agora precisam reposicionar seu funil de comunicação para educar o público sobre valor, manutenção, sustentabilidade e custo total de propriedade, conteúdos que geram autoridade e reduzem barreiras de conversão.

Mais do que falar de preço, o conteúdo precisa gerar segurança cognitiva. Quem dominar SEO para queries de comparação (“carro elétrico vale a pena?”, “carro híbrido manutenção”) chegará antes da concorrência no momento mais quente da jornada.

2. Moda masculina: o boom silencioso do e-commerce

O crescimento de +96% nas buscas por moda masculina mostra um comportamento que vinha sendo notado, mas agora se consolida: o consumidor homem está comprando mais, pesquisando mais e valorizando experiências de marca.

Essa mudança é impulsionada por duas frentes. A primeira, o amadurecimento do público masculino digital, mais aberto a explorar estilo, autocuidado e diferenciação estética. A segunda, o papel das mídias sociais como vitrines de comportamento, com influenciadores e creators normalizando conversas sobre moda e consumo consciente.

Para o marketing de conteúdo, isso exige posicionamento editorial claro e storytelling de produto. Por isso, as marcas que dominam o conteúdo de estilo (guia de combinações, lifestyle, propósito de marca) geram autoridade antes da Black Friday, enquanto os concorrentes ainda falam de desconto.

3. Tecnologia: personalização da jornada

A tecnologia segue como uma das categorias mais pesquisadas da Black Friday, com destaque para smartphones (+20,5%), notebooks e dispositivos de automação residencial. Mas, diferentemente de anos anteriores, o comportamento de busca mudou: o consumidor está menos impulsivo e mais comparativo.

Hoje, o usuário pesquisa modelos, assiste vídeos, lê reviews e só então toma a decisão de compra. Isso significa que o momento de influência do conteúdo se deslocou para antes da data, especialmente para quem atua com SEO e performance.

O papel do conteúdo aqui é guiar e reduzir a incerteza. Vídeos comparativos, reviews técnicos, posts educativos (“como escolher o melhor notebook para home office”) são os gatilhos que constroem confiança e direcionam o clique final.

Para marcas de tecnologia, a Black Friday não é o ápice do funil, é o fechamento de um ciclo de influência. Quem não começou a nutrir a audiência antes de novembro já perdeu parte do potencial de conversão.

4. Beleza e cosméticos: propósito e personalização lideram as buscas

O setor de beleza continua em alta e, em 2025, cresce ainda mais nas buscas, impulsionado por duas tendências que transformam o comportamento do consumidor: autocuidado e consciência de ingredientes.

As pesquisas por skincare natural, haircare sustentável e produtos veganos aumentaram de forma consistente, indicando que o público não busca apenas promoções, mas alinhamento de valores. Marcas que se posicionam de forma autêntica, com discurso ético e transparente, conquistam engajamento antes da oferta.

Para quem trabalha com conteúdo, o desafio está em equilibrar autoridade técnica e emoção. É essencial criar narrativas que expliquem benefícios reais, sem promessas milagrosas, e que reforcem diferenciais de origem e composição.

Além disso, o setor de beleza é um dos que mais converte via conteúdo curto e visual: vídeos demonstrativos, bastidores de formulação e colabs com microinfluenciadores geram picos de busca orgânica e social. A Black Friday é o momento de amplificar essa conexão com consistência e autenticidade.

5. Gastronomia, experiências e universo gamer

Além dos bens duráveis, a Black Friday 2025 revela a ascensão de setores ligados ao prazer e à experiência: gastronomia, entretenimento e games aparecem entre as categorias com crescimento mais expressivo em buscas.

O consumidor busca momentos que possam ser vividos e compartilhados, seja um jantar especial, uma assinatura gourmet ou um upgrade no setup gamer. O apelo emocional, somado ao senso de comunidade, impulsiona as buscas e redefine o conceito de “oferta”, não é só o produto que importa, mas o sentimento que ele proporciona.

Esses setores são terreno fértil para storytelling e marketing sensorial. As marcas que conseguirem traduzir o valor emocional da experiência, “como me sinto ao usar, jogar ou saborear”, dominam a disputa de atenção.

O conteúdo aqui precisa ser menos técnico e mais imersivo: vídeos com narrativa, colabs com criadores de lifestyle, ações de live commerce e comunidades ativas (Discord, Twitch, TikTok) são os novos pontos de conversão.

O que essas tendências têm a ver com o marketing de conteúdo em 2025?

O comportamento de busca na Black Friday 2025 é, na prática, um espelho do estágio de maturidade do marketing digital brasileiro. Ele mostra que as marcas que mais crescem em volume de busca são aquelas que entenderam que conteúdo não é suporte, é estratégia de geração de demanda.

O consumidor não espera mais a oferta para agir. Ele pesquisa, compara e valida o tempo todo. E esse processo é movido por conteúdo: guias, análises, comparativos, depoimentos, vídeos curtos, lives e até respostas em caixas de perguntas. Cada ponto de contato digital tornou-se um gatilho de decisão.

O que os dados revelam é que o funil de conversão se esticou, e as marcas que insistem em se comunicar apenas na fase final da jornada estão falando para quem já decidiu e, portanto, perdendo o jogo antes de começar. 

O conteúdo hoje precisa atuar desde o pré-intenção, educando, contextualizando e gerando segurança cognitiva, especialmente em setores de alto valor agregado como automotivo e tecnologia.

Além disso, a Black Friday 2025 reforça um ponto essencial: a personalização deixou de ser diferencial e virou métrica de performance. As campanhas mais bem-sucedidas são as que entendem o contexto da busca: o momento, o humor e a necessidade do usuário. e entregam respostas sob medida. Não é mais sobre palavras-chave, é sobre intenções de busca específicas.

Outra leitura importante é a da transferência de confiança. O público não acredita mais apenas na marca, ele acredita em quem conta a história dela. Isso muda a estrutura de distribuição: influenciadores, creators de nicho e comunidades digitais passaram a ser extensões da estratégia de conteúdo, e não apêndices de mídia.

Por fim, as tendências de 2025 confirmam que experiência e propósito são o novo preço. O desconto é um gatilho, mas a narrativa é o que retém. E essa virada exige que o marketing de conteúdo adote uma postura editorial mais madura, baseada em:

  • Construção contínua de autoridade orgânica, e não em campanhas sazonais.
  • Conteúdo como ativo de marca, mensurado por impacto e não apenas por volume.
  • Integração entre dados e criatividade, para gerar personalização em escala sem perder autenticidade.

Em resumo, o que a Black Friday mostra é que o conteúdo parou de ser “o que acompanha o produto” e passou a ser “o produto que move o interesse”.

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